Publicado por: Roger Stein | 31/07/2010

O JARDINEIRO


Deus é o primeiro, o melhor e o Eterno jardineiro. Olhando para a bíblia, reparo que o dia em que Deus deixa o jardim também é o dia em que todos morremos. Eu nunca ouvi um pregador dizer isso, mas é verdade.

Quando você abre a Bíblia, uma das primeiras histórias que lemos descreve uma paisagem desolada. Há terra e um fluxo de água no chão, mas não há plantas ou ervas. Deus faz o primeiro ser humano, Adão, fora dessa sujeira sem plantas. A ligação etimológica hebraica, diz-nos que a nossa identidade está irrevogavelmente
ligada à terra.

Deus então faz outra coisa surpreendente. Deus planta um jardim em um lugar chamado Éden, gênesis 2:8, e coloca o terráqueo humano ali. Éden significa “alegria”. Deve ter sido incrível, porque o Adão, tendo acabado de sair do chão, agora observa como Deus faz crescer fora da terra toda árvore que é agradável ao olhar e boa para comer.

Deus está criando e não termina com as plantas. Em seguida, Deus faz sair do mesmo chão, todos os tipos de animais e pássaros, esperando que alguém possa ser uma companheira ou parceira para Adão. É então que nenhuma das criaturas revela-se adequada, de modo que Deus usa um pedaço de Adão para dar forma à uma mulher. Ela é a única criatura que não foi diretamente formada do chão, ou da água como os peixes.

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Nada mais me surpreende do que o carinho de Deus com o homem. O solo é o meio de vida, várias vezes Deus usa-o para criar plantas, animais e, claro, nós. A vida brota do solo em conjunto. Todos dependem do solo. Não é de admirar, então, que Deus toma a Adão no jardim e diz, com efeito, “Tome cuidado com esse local maravilhoso e agradável. Até com a sujeira. Sua vida e a vida de todas as criaturas que você acabou de me ver fazer, depende de você”, gênesis 2:15.

Esta história diz que a jardinagem é o básico, talvez mesmo não sendo a vocação humana após a queda. Nós somos feitos por Deus, O jardineiro, para fazer o trabalho de jardinagem em um lugar chamado “Jardim das Delícias”. Quando fazemos isso bem, participamos nos trabalhos do próprio Deus para proteger e nutrir o
mundo. Nós fomos criados para ajudarmos na incrível fertilização da vida. Nós apreciamos na vida, sua beleza, seu sabor e aromas maravilhosos.

Deus tem sido um jardineiro desde o início dos tempos, cuidando de todas as criaturas e cultivando as condições em que a vida possa florescer. Deus é também jardineiro do final dos tempos, onde Ele tem plantado um novo céu e nova terra. Na Nova Jerusalém há um rio de água viva, e em cada lado deste rio está a árvore da vida que fornecem a fruta para a alimentação e a cura de todas as nações, Apocalipse 22:1-2. Deus ininterruptamente continua sempre a cuidar da vida que ele cria. Isso é o que fazem os jardineiros.

A história do primeiro jardim termina mal. O homem e a mulher se encontram exilados do Éden, porque eles não foram felizes ao cuidarem do jardim. Ao invés de serem jardineiros, função que o Senhor os entregou, que nutrem e protegem a vida que Deus chamou para fora da terra, Adão e Eva preferiram uma vida segura em seus próprios termos.

Estes termos não devem surpreender-nos, pois muitos deles nós conhecemos. Jardinagem é difícil, é trabalho físico. É preciso ter paciência e atenção, bem como um complexo de inteligência, para saber como cultivar múltiplas formas de vida. É preciso amor para contar a vida do outro como digna de sua energia e devoção. Também é preciso coragem para admitir ignorância e incompetência pessoal quando as colheitas falham, e uma grande dose de humildade para enfrentar a quantidade de mortes que ocorrem apesar dos nossos esforços. Para muitos, é muito mais fácil simplesmente se afastar de jardins. Nós não precisamos que Deus nos expulse. Nós vamos de boa vontade, em busca de uma vida mais fácil, mais cômoda e confortável, que não exigirá tanto de nós.

Nossa caminhada longe das responsabilidades da jardinagem espiritual está nos levando a um momento sem precedentes na história da criação. Abandono da humanidade – a nossa recusa em assumir a tarefa de jardinagem que Deus nos entregou, de nutrir e proteger a vida – está produzindo uma safra de “plantas” doentes e de “florestas” ou rebanhos sem frutos. Nosso fracasso em sermos os jardineiros fez a Terra se tornar em um lugar sem a “alegria” do Édem, mas um lugar onde o sofrimento desnecessário, o pecado e a morte tem encontrado solo fértil.

É importante enterdermos que nada disso começou pelo fim, mas o homem pouco à pouco foi se afastando do Criador. Dia à dia, nossos princípios e limites foram se esticando como se isso fora possível. Nosso paladar foi se acostumando com sabores e aromas que não nos era lícito sequer experimentar.

Precisamos voltar a jardinagem verdadeira, cultivando vidas para gerarem frutos de vida que agradam o Criador e que fazem do jardim um lugar alegre. É tempo de disciplinar os nossos sentidos. Tempo de buscarmos na essência do Criador, as formas e desejos que Ele havia posto no nosso ser, para agirmos como
verdadeiros jardineiros do seu jardim. Esse tipo de ensino aprendemos melhor quando estamos no jardim com Deus, o primeiro, o melhor e o jardineiro Eterno.

Por Roger Stein


Os textos publicados neste blog poderão ser republicados ou difundidos desde que tenham um link para essa página ou sendo publicados fora da internet tenham citada a fonte.

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Responses

  1. Graça e paz
    Não podemos esquecer de podar todas as ervas daninhas que insistem em crescer no jardim do Criador.
    Bom texto!
    Deus abençõe.
    Marcelo

  2. Muito boa a sua ilustração.
    Parabéns.
    Tens um dom.

  3. Oi Roger Stein,
    Posso the perguntar, se nos se conhecemos? Você mora em NH, RS e seu
    Pai é quem? Pedro Stein? Agradeço pela sua resposta. Abraço, Pr. hds
    http://www.youtube.com/user/HermannSassePalins#q/u


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