Publicado por: Roger Stein | 15/01/2010

Rude Cruz ou Réplica Barata?


Hoje inauguro uma nova categoria, “Livros em Pedaços”, não é sobre desastres em bibliotecas, não nada disso. É sobre aqueles textos que marcamos com lápis coloridos, durante nossas leituras, textos que nos atingem, que se sobressaem ao restante, que nos comovem ou simplesmente nos atacam com sua verdade.

E o primeiro texto é de um missionário da Nova Zelândia, Viv Grigg, e de como a história de um outro missionário, japonês, Toyohiko Kagawa, mudou sua vida.

Rude Cruz ou Réplica Barata?

A primeira vez que li acerca do impacto daquela cruz sobre os pobres das cidades da Ásia, me senti como, um curioso pesquisador de dez anos de idade, no último andar da biblioteca pública de Dunedin, Nova Zelândia. Lá encontrei um tesouro oculto de biografias de cristãos famosos.

Uma delas seria usada para determinar a direção de minha vida. Era a história de um homem de óculos e de aparência estranha (a maioria dos grandes missionários parece ter esta qualidade). Era a história de Toyohiko Kagawa, do Japão.

Kagawa salvou cidades. Ele tinha compaixão. Quando era estudante, logo percebeu que para salvar o povo da vizinha Shinkawa, teria que viver entre eles e pregar-lhes o evangelho. Os pobres nunca iriam aceitar algo que fosse oferecido pelas pessoas ricas e respeitáveis, que viessem do outro lado do rio, entregassem o evangelho por caridade e depois voltassem para suas belas casas. A igreja teria de ser plantada nas favelas e cultivada dia e noite.

No natal de 1909, Toyohiko Kagawa, com 21 anos, frustado, depois de tentar convencer seus superiores a respeito das necessidades dos pobres, colocou seus pertences em um carrinho de mão, atravessou a ponte e caminhou até as favelas de Shinkawa para servir ao Senhor. Viveu ali quatorze anos e oito meses: ensinando, pregando o evangelho e ministrando aos pobres.

Como resultado, Kagawa tornou-se mais tarde uma figura estratégica no desenvolvimento dos sindicatos dos
trabalhadores do Japão, lutando por amplas reformas que impedissem o fluxo de pessoas para as cidades. Foi um homem-chave na reconstrução de Tóquio, depois que a cidade foi devastada pelo terremoto de 1923; colaborou na formação de uma lei que abolia as favelas e foi um líder na reconstrução do Japão, depois da Segunda Guerra Mundial.

Em todas essas atividades, ele não deixava de proclamar a cruz. Fez campanhas evangelísticas por toda a nação, pregou para líderes políticos do país e para o próprio imperador; estabeleceu muitas igrejas e escolas bíblicas entre os pobres. Milhares de pessoas entraram no reino por meio de sua vida.

Viver entre os pobres era a única estratégia possível para alguém que desejasse implantar a fé cristã no meio
daquele povo. Esta verdade foi assimilada por Kagawa desde sua infância.

Ele escolheu a rude e mal talhada cruz de seu pobre Mestre e o sofrimento que dela resultava. Como era sábio, poderia ter se tornado rico; optando, porém, pela pobreza, demonstrou sua verdadeira sabedoria.

Nós também devemos alcançar esses milhões de pobres. A cruz é nosso método, a nossa mensagem, a nossa
vida. Kagawa certa vez escreveu:

Com as gotas de sangue que caem,
Pelo triste caminho para a Via Dolorosa,
Será escrita a história da regeneração do homem.
Seguindo as marcas dos pés sangrentos e cambaleantes,
Continuo avante!
Hoje também meu sangue tem de correr, seguindo esse caminho manchado de sangue.

Texto extraído de: ‘Servos entre os Pobres
Autor: Viv Grigg

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Responses

  1. Como sempre muito bom Roger =)

    Não tive tempo de ler tudo, estou com pressa, mas aviso que meu blog também voltou e voltarei a visitar os blogs que parei de visitar já faz um tempinho. O seu está na lista, claro =)

    Abração!


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