Publicado por: Roger Stein | 09/11/2009

Os Dois Irmãos


Escrito por: Roger Stein

Texto base: Lc 15:11-32

Um pai tinha dois filhos, deu a eles a mesma criação, a mesma atenção, o mesmo carinho e amor. Nunca fez diferença entre os dois. O que dava a um, procurava dar ao outro. Esse pai buscava um relacionamento real com eles. Queria ter com eles uma intimidade que não poderia ter com seus funcionários e servos.

Esse pai não media esforços para isso. Ele estava sempre preocupado com as necessidades dos filhos, isso não significava apoiar todas as decisões deles, ou mesmo abrir mão de sua conduta reta e justa. Para cada coisa que seus filhos pediam ou queriam, ele levava em conta antes, sua própria moral, suas convicções, suas regras, seu caráter. Ele não passava por cima desses pontos apenas para satisfazer seus filhos.

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E esse pai fez mais, ele deu aos filhos autonomia, liberdade. Ele queria seus filhos trabalhando nos seus negócios, queria vê-los prosperar, desejava que ambos fossem unidos, se apoiassem, mesmo que cada um desenvolvesse funções diferentes dentro da família. Esse pai sabia que eles eram diferentes e não esperava que fossem iguais. Apenas queria que se amassem e respeitassem seus pais.

Mas o mais moço um dia, já sendo homem feito, decidiu que não queria mais continuar naquela casa, se sujeitando aquele pai, trabalhando naqueles negócios. Então foi até ao pai e pediu que lhe desse sua parte na herança. Bem o pai como era justo e reto, não podia dar só a parte do filho mais novo, porque naquele tempo a lei determinava que se ele desse herança a um filho teria que dar a todos, com exceção das mulheres, e o mais velho deveria receber em dobro. E assim o pai fez.

No instante em que recebeu sua parte, o mais moço partiu, foi para uma terra longe, distante e estranha. O mais velho decidiu ficar ali mesmo perto do pai e da família.

O mais moço começou a gastar todo seu dinheiro, não poupava em nada, gastou tanto ao ponto de não ficar com nada e ter que se sujeitar a ser escravo. Já o mais velho fez ao contrário, poupava tanto que até antes de matar um animal pra comer pensava duas vezes.

Depois de sofrer muito naquela terra e se sentir inseguro quanto à vida, ele começou a se arrepender do que tinha feito ao pai. Afinal, ao pedir a herança ao pai vivo ele estava inconscientemente matando o pai. Já o filho mais velho na casa do pai, não sentia a mesma coisa, ele estava o tempo todo ali, quem na verdade havia errado, ao seu ver, foi o pai que não lhe dava a honra por ter permanecido ali o tempo todo.

O filho mais moço, após se arrepender decidiu encarar os erros e consertá-los. Voltou à casa do pai e lhe pediu perdão. É claro que esse pai o perdoou, mas não apenas isso, ele o restituiu com honras. O irmão dele vendo isso se ofendeu e se magoou, o pai argumentou que durante todo o tempo em que estavam juntos ele lhe dava presentes, mas este não considerava assim. Veja que o pai agiu igual com os dois.

O irmão mais moço ao ver que estava morrendo, voltou à vida ao encontrar-se com o pai. Seu relacionamento com o pai lhe dava essa condição. O irmão mais velho considerava que não precisava desse encontro por nunca ter se afastado da casa do pai, mesmo não tendo relacionamento com ele.

Dois irmãos, criados da mesma forma, conheciam o pai que tinham. Com ambos em determinado momento, lhes faltou sabedoria, em certas circunstâncias se sentiram fracos, desanimados e cansados, mas a diferença é que o mais moço se humilhou.

Talvez você conheça esses dois rapazes, o mais moço se chama “Incrédulo” e o mais velho “Religiosidade”. Nós temos um pouco de cada um dos dois, sendo que um deles prevalece mais em relação ao outro. A grande questão é que este “Incrédulo” se converte e o pai muda seu nome e sua história, já o outro decide permanecer do mesmo jeito.

Escrito por: Roger Stein

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Responses

  1. Esta história é baseada na parábola do filho pródigo, gostei.

  2. Muito bom..Parabéns! Realmente..religiosidade não resolve questões eternas!!

    Faz uma visita em blog meu querido irmão..será um prazer recebê-lo.
    teologiamakarios.blogspot.com ou https://sites.google.com/site/teologiamakarios/


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