Publicado por: Roger Stein | 14/10/2009

O Hino de Israel


Kol od balevav penima
Nefesh Iehudi omia
Ulfaatei mizrach kadima
Ain letzion tzofia
Od lo avda tikvatenu
Hatikva bat shnot alpaim
Lihiot am chofshi beartzeinu
Eretz Tzion v’Yirushalaim
Enquanto dentro do coração
De cada alma judia palpitar
E na direção do oriente
Os olhos se dirigirem
Ainda não passou nossa esperança
Esperança que tem dois mil anos
De ser um povo livre em nossa terra
A Terra de Tzion e Jerusalém

Hino de Israel

A história de uma “Esperança”.
Naftali Herz Imber, que nasceu em Zloczow, Polônia em 1856 e faleceu em Nova Iorque em 1909, teve todas as características de boêmio e sonhador. Tendo recebido uma educação religiosa em sua infância e juventude, a Bíblia e o Talmud, como sua língua e mensagens lhe eram totalmente familiares.

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O crescente movimento judeu de retorno ao solo ancestral, Tzion, teve eco imediato em seu ser. A notícia da fundação da colônia hebraica “Petach Tikva”, em 1878, inspirou-lhe a redação de um poema em hebraico, que chamou “Tikavatenu”, ou seja, “nossa esperança”.
Naqueles anos os versículos bíblicos serviam para elegerem-se os nomes das novas cidades e colônia que se construíam sobre terras arenosas ou em meio a pântanos.

Petach Tikva significa “a porta da esperança”, expressão do profeta Oséas, capítulo 2, na qual se refere ao tempo em que Deus retornará a seu povo e então o vale sombrio será substituído pela “porta da esperança”. Imber, por sua parte, inspirando-se no conceito de esperança, recordou o versículo do livro do profeta Ezequiel (37:11), que nos relata que o povo de Israel, desterrado na Babilônia pelas hordas de Nabucodonosor, expressa “nossa esperança foi perdida”. O poeta trocou a frase por “ainda não passou nossa esperança”.

Em 1882 lê sua poesia aos agricultores de Rishon le Tzion – colônia também fundada a fins do século passado – que se entusiasmam com a mesma, e um deles, Samuel Cohen, lhe adapta uma melodia moldava.
Desde então começa a popularizar-se e a recitar-se na finalização dos distintos Congressos Sionistas. No 18º Congresso, realizado em Praga em 1933, foi adotada formalmente como o hino do movimento sionista.

Este canto guarda dentro de si uma terrível intuição. O capítulo de Ezequiel que inspirou ao poeta, nos narra que o profeta teve a visão de um vale cheio de ossos secos, que representa a todo o povo de Israel que exclama: perdemos nossa esperança de continuar vivendo.
Frente ao qual Deus ordena ao profeta que diga a seu povo que Ele abrirá as tumbas que guardam aqueles ossos, os cobrirá de tendões, veias, artérias e carne, estenderá sobre ele pele, lhes insuflará espírito de vida e os trará à Terra de Israel. Não há quadro mais patético que este para descrever ao povo judeu depois da Shoá. Então, mais que em qualquer outro tempo, a terrível pergunta foi: Por acaso perdemos nossa esperança?

Naqueles anos de luta para a concretização do sonho milenar, este canto se transformou no hino oficial do Estado em formação. Foi entoado por todos os participantes ao iniciar-se o ato de Declaração da Independência, em 14 de Maio de 1948, e executado pela orquestra filarmônica nacional ao finalizar o ato.
Apesar disso, a Knesset, o parlamento de Israel, ainda não havia decretado oficialmente como o hino do Estado; talvez porque a intuição indica que o hino final deve inspirar-se no segundo capítulo do livro de Isaías: “…de Tzion sairá a Lei e a palavra de Deus de Jerusalém, …não levantará espada nação contra nação nem se exercitarão mais para a guerra.”

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